Sem Asas - Por Donzella do Gelo
És aquele mundano
Que busca seu canto
No canto do olho
Direito
Que sai pelas noites
Tórridas, lacrimejantes
Profano anjo sem asas
Caído
Tomando almas
Lambendo corpos
Almas sutis que corrompes
Sem golpes
Teus olhos verdes
Tua pela cálida
Embala, minhas
Entranhas
Estranha magia
Feitiçaria, “macumbaria”
Que me rendeu
Desespero de amor
Misturando a emoção
De provar-te
Decifrar-te
Nos movimentos
De tuas entranhas
Deixa, calar-te
No escarlate deste beijo
E cobrir teu corpo
Neste linho da mesma
Cor
Por Donzella do Gelo

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