sábado, 16 de novembro de 2013

Depois de Ontem.


Depois de ontem.

Antigamente
depois de ontem,
eu era assim.
Era.
Uma pena,
Em minhas mãos
E,
Eu.
Falava sempre de ti.
Falava.




Donzella do Gelo - kFonte


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Augusto Cury


Às vezes não possuímos grandes bens materiais, mas somos miseráveis, pois nos especializamos em reclamar e valorizar o que nos falta e não nos alegrar pelo que temos e somos. A sensibilidade depende de nossa visão e postura de vida.

Augusto Cury 


Coração


Quando eu observava sua vida, me perdi na minha própria existência. 
Eu sei que não posso anular os enigmas que rondam. Mas os minimizo tanto, que quase posso duelar com as dúvidas que insistem em me querer tola.

- Ninguém mais me trava.
- Olhe bem.
- Olhem bem, podem me olhar.

Por Donzella do Gelo kCF



Varais



Varais. em 25/07/2013

"Vamos lavar as roupas.
Quarar sonhos coloridos nos varais. 
Deixar o vendo balançar os lençóis 
e quando a noite chegar, deitar sobre a roupa fresca
e perfumada pela brisa de lavanda noturna..."

Por Donzella do Gelo kCF

Ensaios para a Vida





Nasci e meu verbo sempre foi rouco, algo quase calado e diante disso soube naquele momento que a minha responsabilidade era ser feliz, amar, ser forte nas minhas fraquezas. 

Confesso doeu-me o crescer das asas!

E então, no decorrer dos dias, era feita de vários recomeços, de dias dançantes e chuvas de sonhos.
Ser como sou, é se amarrar a casa e cuidar dela para que pelas frestas mesmo que timidamente , o sol entre por elas, juntamente com os sentimentos e as escolhas. 

A vida me fez assim dona da palavra rouca que me permeia, que abriga.
E a amplitude do amor que sinto por aquele que amo não corta minhas asas. Pois sou a bruxa dos meus próprios contos, que estão refletidamente escritos na minha pele branca, que arde constantemente em mim, e nos que podem me olhar com mais avidez e um certo entusiasmo.

E nisto tudo viro o cheio do abstrato para muitos, viro as segundas-feiras que passam na sua rispidez e por momentos viro a sexta que todos almejam, no gole da cerveja, no sabor do vinho ou no ardor do wisk.

Gosto de ser como sou, aprendiz de mim. Gosto de ser os trilhos, de ser as bagagens da viagem e gosto de lamber as cores. 

E todas as rimas que crio, eu as faço nas paredes que aos pouco de mim vão cedendo, sedentas da rouquidão de um blues numa mesa posta, e pela janela a visão que tenho são de cenários imensos, repleto de cores. Por isso hoje amanheci assim, brincando de vida.

Por Donzella do Gelo kFC

sábado, 27 de julho de 2013

A CHUVA AÇOITA MEU ROSTO Bella - Akhátovna Akhmadúlina (1937-2010)




A CHUVA AÇOITA MEU ROSTO
Bella Akhátovna Akhmadúlina (1937-2010)

A chuva açoita meu rosto, meus ombros,
a tempestade ronca e vem aí.
Cai sobre mim, a carne, a alma,
como a tormenta sobre a nau se abate.

Não quero, não quero mesmo saber
o que me acontecerá depois -
se serei esmagada pela dor
ou se jogada contra a felicidade.

Com medo e alegre, juntos os dois,
como a nau que atravessa a tormenta,
não sinto pena de te conhecer

nem tenho medo de te amar também.


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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Lua

A lua nua, dança e flutua. Muda, e brilha sonhos. Chris Fonte - Donzela do Gelo